Parti, sem regresso marcado

Parti, repentinamente, sem pensar muito, e decidi deixar-te para trás, sem mágoa, sem ressentimento. Deixei-te!

Hoje, rapidamente, sem tempo para pensar, passo por ti, e ao ver-te lá longe, sinto um aperto no coração, acho que tenho saudades da tua presença, do teu cheiro, de te ver apenas. Porque me fazes isto?

Apesar da chuva que cai forte, da escuridão da noite que já chegou e do nevoeiro que teima em esconder-te para que não te veja, vejo-te, revejo-te, pela janela. Queria apenas um último olhar para ver se ficaste bem, se te sentes triste como eu… Será a chuva sinal da tua tristeza? Quem sabe…

Mal te vi, foi apenas de relance. Seria a chuva as lágrimas que não me rolaram no rosto? Talvez, mas não me arrependo da decisão tomada, de te deixar e partir, quem sabe para sempre. Ao ver-te hoje tive a certeza, marcaste a minha vida. São dias, meses, anos que vão ficar na minha memória! E é com lágrimas no coração, como as que caem lá fora, que te recordo, que revivo os bons tempos que passámos, as boas recordações que ficaram e que não esquecerei.

O futuro é incerto, nem do amanhã sei, mas quem sabe não regressarei um dia, para junto de ti, para o conforto que nunca me negaste e que amo a cada regresso, mesmo que breve.

Espera por mim, sem pressa, que um dia regresso, sem ser de passagem, esperando um sorriso à chegada…

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